
A cafeína é uma substância presente em diversos produtos consumidos no dia-a-dia como o café, o chocolate, vários tipos de chás, refrigerantes e bebidas esportivas.
Seu consumo está relacionado com efeito estimulante no Sistema Nervoso Central, desempenho físico, diminuição da percepção e/ou retardo da fadiga durante o exercício e ação lipolítica.
A cafeína age como antagonista dos receptores da adenosina, levando a uma maior secreção de adrenalina, que melhora o funcionamento muscular, diminui as dores durante os exercícios, e provoca uma maior quebra de glicogênio para um fornecimento extra de energia. Por estes motivos, seu uso se tornou comum nos esportes, particularmente entre ciclistas e corredores de longas distâncias.
Esse bloqueio da adenosina também é responsável pelo aumento da oxidação lipídica, diminuindo a oxidação de carboidratos durante o exercício.
Vários estudos foram publicados sobre os efeitos ergogênicos da suplementação da cafeína. As observações mais consistentes revelaram que a cafeina pode aumentar o tem po até a exaustão durante exercícios sub-máximos por aproximadamente 30-60 minutos. Aumento na velocidade e força nesses exercícios também foram relatados. Exercícios de resistência aeróbica de curta duração também têm sido relacionados com a melhora após o uso de cafeína.
A "Teoria Poupadora de Glicogênio" - a cafeína facilita a liberação de epinefrina da medula da adrenal. A epinefrina inibe os receptores da adenosina nas células adiposas, fazendo com que haja um aumento da lipólise e acelerando a liberação de ácidos graxos no plasma. Este aumento do potencial de oxidação de gordura promove a economia de glicogênio hepático e muscular, levando a um aprimoramento nos exercícios de endurance.
Um novo estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition mostrou que o consumo moderado de cafeína (pílulas de 1,5 a 3,0 mg/kg de peso - o equivalente a porções de 1 a 3 xícaras de café), em indivíduos não habituados à substância, reduziu a pressão sistólica dos ciclistas participantes da pesquisa quando o exercício era moderado.
As doses de cafeína estudadas variam de 1 - 15mg/kg. Alguns estudos afirmam que doses de 3 - 6mg/kg promovem o mesmo efeito ergogênio comparado a doses maiores.
O melhor horário de ingestão também é bastante discutido. A cafeína tem uma meia vida de 4 - 6 horas após a ingestão, implicando que altas doses continuarão presentes no sangue após 3 - 4 horas de ingestão. A maioria dos estudos tem trabalhado com ingestão de cafeína cerca de 1 hora antes, pois é quando a concentração sanguínea atinge seu pico.
Efeitos colaterais
Insônia, agitação e hiperexcitabilidadesão manifestações iniciais. Na hipersensibilidade a pessoa sente-se inquieta, agitada, com um discreto mal estar e ansiedade.
Embora vários estudos mostrem resultados muito promissores, ainda existem muitas controvérsias em relação às dosagens de cafeína empregadas, tipo de exercício físico utilizado, horário de ingestão, nível de aptidão física e de tolerância à cafeína dos indivíduos nesses experimentos.
Portanto, evite o uso de suplementos sem indicação.
Artigo Completo: http://ibpefex.com.br/site/images/stories/ONE_03_MAI_JUN_2007_pdf/ONE_24_04_N3V1_27_37.pdf
Seu consumo está relacionado com efeito estimulante no Sistema Nervoso Central, desempenho físico, diminuição da percepção e/ou retardo da fadiga durante o exercício e ação lipolítica.
A cafeína age como antagonista dos receptores da adenosina, levando a uma maior secreção de adrenalina, que melhora o funcionamento muscular, diminui as dores durante os exercícios, e provoca uma maior quebra de glicogênio para um fornecimento extra de energia. Por estes motivos, seu uso se tornou comum nos esportes, particularmente entre ciclistas e corredores de longas distâncias.
Esse bloqueio da adenosina também é responsável pelo aumento da oxidação lipídica, diminuindo a oxidação de carboidratos durante o exercício.
Vários estudos foram publicados sobre os efeitos ergogênicos da suplementação da cafeína. As observações mais consistentes revelaram que a cafeina pode aumentar o tem po até a exaustão durante exercícios sub-máximos por aproximadamente 30-60 minutos. Aumento na velocidade e força nesses exercícios também foram relatados. Exercícios de resistência aeróbica de curta duração também têm sido relacionados com a melhora após o uso de cafeína.
A "Teoria Poupadora de Glicogênio" - a cafeína facilita a liberação de epinefrina da medula da adrenal. A epinefrina inibe os receptores da adenosina nas células adiposas, fazendo com que haja um aumento da lipólise e acelerando a liberação de ácidos graxos no plasma. Este aumento do potencial de oxidação de gordura promove a economia de glicogênio hepático e muscular, levando a um aprimoramento nos exercícios de endurance.
Um novo estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition mostrou que o consumo moderado de cafeína (pílulas de 1,5 a 3,0 mg/kg de peso - o equivalente a porções de 1 a 3 xícaras de café), em indivíduos não habituados à substância, reduziu a pressão sistólica dos ciclistas participantes da pesquisa quando o exercício era moderado.
As doses de cafeína estudadas variam de 1 - 15mg/kg. Alguns estudos afirmam que doses de 3 - 6mg/kg promovem o mesmo efeito ergogênio comparado a doses maiores.
O melhor horário de ingestão também é bastante discutido. A cafeína tem uma meia vida de 4 - 6 horas após a ingestão, implicando que altas doses continuarão presentes no sangue após 3 - 4 horas de ingestão. A maioria dos estudos tem trabalhado com ingestão de cafeína cerca de 1 hora antes, pois é quando a concentração sanguínea atinge seu pico.
Efeitos colaterais
Insônia, agitação e hiperexcitabilidadesão manifestações iniciais. Na hipersensibilidade a pessoa sente-se inquieta, agitada, com um discreto mal estar e ansiedade.
Embora vários estudos mostrem resultados muito promissores, ainda existem muitas controvérsias em relação às dosagens de cafeína empregadas, tipo de exercício físico utilizado, horário de ingestão, nível de aptidão física e de tolerância à cafeína dos indivíduos nesses experimentos.
Portanto, evite o uso de suplementos sem indicação.
Artigo Completo: http://ibpefex.com.br/site/images/stories/ONE_03_MAI_JUN_2007_pdf/ONE_24_04_N3V1_27_37.pdf



